Mairiporã - SP -
 
 
 
 
   
 
 
ENTREVISTA
 

Nome completo e atividades atuais:

Maria Luiza Giannini, artista plástica por formação universitária é taróloga e astróloga desenvolvendo trabalhos de pesquisa, ministrando cursos e leituras tanto de Taro quanto de Astrologia incluindo os mapas Natal, Revolução Solar e Progressões (mapas que possibilitam a previsão anual) e mapa Cármico.

Por que escolheu a Astrologia e o Tarô para orientar as pessoas?

Tanto o Tarô como a Astrologia são completos em si mesmos, porém, em um determinado momento percebi que a utilização de ambos proporciona ao consulente uma participação mais efetiva. Quer seja por associação direta ou indireta quem recebe a consulta observa visualmente a resposta a sua indagação nas lâminas (cartas) do Tarô.

Como se desenvolve a sua consulta (tempo de duração, periodicidade e etc.)? Quais são os benefícios? Pode trazer dependência?

A consulta astrológica utilizando o Mapa Natal informa sobre talentos e dificuldades nas áreas profissionais e vocacionais, assim como, questões afetivas, a saúde, a situação espiritual entre outras. Quando se trata de previsões utilizo a técnica de Revolução Solar, juntamente com o Mapa Natal e acrescido das Progressões, este material permite fazer uma abordagem da vida do cliente no período de um ano, preferencialmente de um aniversário ao próximo. Quanto a leitura de Tarô, eu a utilizo para enfocar e aprofundar a situação mais crítica que o consulente vive naquele momento, podendo fazer uma previsão de até seis meses. A meu ver o poder do Tarô reside na co-participação do consulente ao embaralhar as cartas, ao cortá-las; proporcionando a quem recebe a consulta uma vivência iniciática. O Tarô pode funcionar como purificador da energia que por ventura esteja bloqueada fornecendo insights e o redirecionamento da situação crítica que a pessoa estiver vivendo. Por vezes convido o consulente a tirar uma carta e me contar o que aquela imagem significa para ele, essa interação entre mito e consulente é extremamente esclarecedora. Em outras situações gosto de contar a história do personagem mítico que está respondendo a pergunta, criando entre o mito e o consulente uma ressonância harmônica, que permite a liberação de informações esclarecedoras do momento que a pessoa está vivendo, pois os mitos são códigos que falam diretamente ao cérebro direito, burlando o sistema de crenças que estiverem atrapalhando a saída criativa da situação crítica que a pessoa estiver vivendo. Quanto a dependência, esta raramente se manifesta posto que a participação direta do consulente o leva a perceber a saída por si mesmo. Amorosamente coloco-me apenas como uma ponte entre o cliente e a questão trazida fazendo o papel de codificador do Tarô, ajudando a própria pessoa a se reorganizar, usando seu potencial criativo. O retorno pode ocorrer entre seis meses a um ano. Em casos específicos em que seja necessário o retorno em tempo menor respeita-se a necessidade, porém fica claro, que nem o tarólogo nem o Taro é que resolve a situação, mas sim que são veículos para o esclarecimento da resolução da crise.

Fale algo sobre o tipo de Taro que você utiliza em seu trabalho.

O Tarô que eu utilizo tanto para consultas assim como para dar aulas é o Tarô Mitológico, porque ele funciona como facilitador dentro da proposta do meu trabalho, por possuir imagens simples, claras, agradáveis visualmente, tornando fácil a sua compreensão simbólica por utilizar os mitos greco-romanos que fazem parte de nossa cultura cotidiana.  

 

 
 
Maria Luiza Giannini