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ASTROLOGIA ESOTÉRICA

INTRODUÇÃO AO 13º SIGNO: OFIÚCUS

 

Através do estudo dos mitos podemos reconhecer partes de nossa psique humana e quiçá de nossa herança.

Os deuses mitológicos nos mostram o relacionamento entre os seres dos Céus e da Terra a relação do divino e o humano incluindo a dificuldade do homem encontrar harmonia entre as polaridades e de lidar com tempo que em última estância representa o fim, a morte.

A busca do homem perfeito o ADAM KDMON, à imagem e semelhança de Deus em sua plenitude sempre fez parte dos anseios da humanidade.

Conta a lenda que os Sacerdotes Egípcios conheciam os segredos da morte e do renascimento, sabemos que eles desenvolveram a tecnologia da mumificação e suspeita-se da existência de um Livro dos Mortos.***

Desde a antiguidade as constelações estelares foram observadas e histórias são contadas na tentativa de traduzir a criação do cosmo, de nosso sistema solar e da Terra.

Nosso Zodíaco é formado tradicionalmente por 12 constelações estelares que representam os 12 signos.

Aparentemente a constelação entre o signos de Escorpião e Sagitário foi apartada do Cinturão Zodiacal.

Esta constelação chamada de Ofiúcus ou Serpentenário já era conhecida na Atlântida quando o homem mantinha a consciência desperta. Esta civilização ancestral ocorreu entre as eras de Touro (oposto de Escorpião) e Gêmeos (oposto a Sagitário) assim sendo no eixo de oposição onde encontra-se a Constelação Ofiúcus. Touro tradicionalmente e Gêmeos esotericamente são signos regidos por Vênus que é o único astro de quinto raio regente de Aquário esotericamente sendo o regente da Nova Era.

Ao tempo em que o touro era sagrado, imagens do Egito antigo fazem referencia ao Touro e na mitologia encontramos a deusa Hator com chifres de touro.

Apolo confiou Esculápio ao centauro Quirão, que lhe ensinou medicina. O jovem tornou-se tão hábil nessa ciência que descobriu um meio de ressuscitar os mortos. Dentre aqueles cuja vida recuperou destacam-se Júpiter, Licurgo, Hipólito, Glauco. Júpiter, temendo que essas ressurreições alternassem a ordem do mundo, fulminou Esculápio, com raios forjados pelos Ciclopes. Após sua morte, Esculápio transformou-se na constelação Serpentenário.

A constelação de Ofiúcus ou Esculápio ou o Serpentenário é vizinha a constelação de Escorpião, o significado astrológico de Escorpião nos mostra uma relação simbólica entre o escorpião, a serpente o sexo e nossa humanidade mortal. Morte é a única certeza para o ser humano e o sexo permite em primeira estância a continuidade da espécie. Apesar disso sempre existiu histórias sobre seres imortais, a busca pela fonte da juventude, lugares especiais como a Lenda do El Dourado, onde a vida é para sempre.

O mito do Escorpião possui três fases:

A morte física propriamente dita; o animal venenoso que procria dando fim a sua vida.

A fase iniciatica representada pela cobra naja símbolo ligado aos sacerdotes e faraós egípcios representando sabedoria, deidade imortalidade.

A fase da libertação máxima deste ciclo é representado pela águia, referindo-se ao dom da visão e a capacidade da alma de renascer livre das pressões terrestres alçando vôo. Escorpião representa também a capacidade humana psicologia (emocional/ mental) de recuperar-se de confrontos que representam grandes perdas e a conseqüente capacidade que o ser humano possui de renascer como a Fênix.

O sexo para além do instinto é a interação empreendida por duas individualidades que se esquecem de si tornando-se um único ser, uma nova individualidade que é a soma destes dois: o breve instante da vida em que se morre para a consciência de si mesmo. A morte o sexo, renascimento a herança a magia e conseqüentemente o poder estão intimamente ligados, causando felicidade ou infelicidade de acordo com a maneira como cada individuo lida com estas questões que podem ser virtudes ou perversões destrutivas.

Conhecemos a existência de Mestres que adquirem a condição de viver através do que chamamos morte, Jesus o Cristo ressurge após a morte.

A crença da reencarnação trás a possibilidade de que a vida continua, para alguns a promessa de um Céu onde finalmente podemos viver em harmonia se tivermos merecimento.

Para os Maias o homem perde seu vínculo com a divindade por interferência de sacerdotes que querem o poder sobre a vida e a morte e assim a humanidade fica presa no tempo da terra, mas pressupõe a possibilidade de que o adormecido tem que acordar.

Quem decide o destino de Esculápio é Júpiter que hierarquicamente ocupa o mais alto posto do Olímpos e decide o destino dos semi deuses e dos mortais, para a astrologia Júpiter é o regente do signo Sagitário, a soma do animal e do homem que busca sabedoria e Deus.

Sagitário é a outra constelação vizinha a Ofiúcus, representa a busca da divindade a compreensão de verdades metafísicas, a transcendência dos limites puramente humanos, em sua oitava mais alta Sagitário representa a busca da mestria possível a cada homem e mulher de boa vontade, garantida por Júpiter que promove a expansão da consciência para encontrar a missão em Capricórnio. Por regência Júpiter nos leva a Peixes que encerra o zodíaco tradicional e o máximo dentro do ciclo da vida voltada para o sacrifício e a morte como redenção.

Ofiúcus promete com sua competência a imortalidade contrariando as expectativas da era de Peixes.

Maria Luiza Giannini