Mairiporã - SP -
 
 
 
 
   
 
 

EDUCAR OS JOVENS PARA A VIDA

 


Introdução

O propósito é abrir diálogo sobre educação e trabalho, tendo como foco a realidade da vida aqui e agora gerando uma nova ATITUDE.


Objetivo:

Proporcionar a troca de experiências do processo de educação e trabalho tanto para pais como para educadores, criando um esboço norteador que permita a instalação da Economia Solidária no Planeta.




Como seres humanos deparamos em nós próprios com o modo de vida da realidade tradicional impregnados de conceitos e vocabulário que representam as expectativas herdadas dos valores da sociedade.


Conceito

Como educadores precisamos conceituar com clareza idéias e ações que nortearão um diálogo claro para que nossa fala seja um agente facilitador junto aos educandos. Percebamos que muitas vezes falamos da mesma idéia com linguagem diferente, noutro momento estamos abordando a mesma idéia por ângulos diferentes.

Comunicação

Tendo clarificado a comunicação o desafio é traçar um método sobre como agir para precipitar esta mudança de paradigma social.

Método

Com esta necessidade permeando sentimentos e ações poderemos realizar nossa vontade que é formar o jovem para a vida como ela é: aqui, agora sem as ilusões do passado ou falsas expectativas de um modo de viver e trabalhar que não mais são condizentes com o momento presente.

Economia
da Guerra

Um dos eixos desta abordagem é a Economia Solidária. Como mostrar que é possível viver a solidariedade no mundo do trabalho ou onde quer que seja quando os valores do cotidiano pertencem claramente a Economia da Guerra. Quem se torna solidário vive solidariamente.

Procrastinar

Facilmente entramos no caminho da procrastinação, perpetuamos em nossas ações e posturas uma mensagem subliminar: ...um dia as pessoas no mundo serão verdadeiramente solidárias... perdendo de vista o valor do momento presente, girando em círculos sem chegar a lugar nenhum.

Economia da PAZ

Precisamos ter clareza do que move as pessoas a serem solidárias, deste algo que vem da compreensão adquirida antes de tudo no indivíduo.

Consciência

É o amor que trás a consciência de ser e pertencer a um grupo que faz parte de outro maior e de outro ainda maior. É neste ponto que o individuo se reconhece como ser planetário que pertencente a um sistema, atingindo a consciência mandálica.

Mandala

Os olhos da criança e do jovem brilham porque esta verdade é nata em qualquer ser humano. Esta consciência precisa crescer e ser alimentada para atingir a maturidade de PODER resistir a passagem do tempo. Nosso dia a dia é permeado de ações violentas praticadas contra nós ou por nós mesmos em todos os níveis da sociedade, estejamos atentos, pois é nas pequenas ações que isto é perpetuado.

Poder

É pré suposto que para ter poder é preciso competir de forma violenta. Insisto que isto seja percebido nas pequenas e cotidianas questões. A mudança de paradigma aqui é abrir discussão clara de como fazer esta transformação porque para isto temos poder. Precisamos listar individualmente educadores e educandos quais são as questões sociais que acreditamos poder mudar e quais nos sentimos despoderados. Pergunte a alguém depois de uma discussão sobre economia solidária como enxerga, sente ou pensa sobre esta questão e temos um desenho claro de como esta mandala está descentralizada. Assim é, a construção de nossa sociedade neste momento, sentimento e idéias estão em desacordo. Quanto mais sem poder um indivíduo se sentir maior será a crença que racionalmente isso é impossível

Ritmo

Desafio

Sabemos que uma mudança por pequena que seja só acontece quando o sentir e o pensar estiverem no mesmo ritmo, como encontrar este novo ritmo é nosso desafio conceitual metodológico.

Recursos

A questão do uso e do abuso dos recursos do meio ambiente e a conseqüente necessidade da preservação do mesmo nos leva a refletir; o homem só nota o estrago quando começa a faltar condições de vida confortável, desta forma sente a necessidade de rever posições e ações.

Consciência

Historicamente como raça somente agora é que uma pequena parcela da humanidade começa a esboçar noção de pertencer ao todo. A nova ciência demonstra como verdade algumas das questões que antes faziam parte da religião e da filosofia.

Nova Ciência

O índio americano já chamava o céu de Pai Céu e a Terra de Mãe Terra, as árvores de Povo de Pé, considerando-os seres com sabedoria dignos de tanto respeito quando o ser humano, para eles toda a vida na Terra tem a sua função e significado. Hoje estamos retomando contato com esta sabedoria antiga que foi esquecida pelo interesse de colocar o ser humano acima e intocável em relação a tudo.

Co-dependência





Solidariedade

A competitividade desrespeitosa e esquecimento da verdadeira co dependência entre os seres de todas as espécies é parte integrante da economia da guerra. Por pouco esta forma de vida transforma o ser humano em um rei sem reino. A co-dependência respeitosa entre todos os seres, as reais leis de economia são outros dois princípios que devem ser somados, pois trazem poder e geram amor, portanto solidariedade.

Verdade

Se vamos ensinar vida aos jovens precisamos ter clareza do que é esta coisa chamada solidariedade e como se desenvolve dentro do individuo e depois se espelha no grupo, pois somos todos reflexivos num grupo social. Sem mudança de consciência individual não há grupo solidário. Corremos o risco de repetir o mascaramento de verdades básicas da vida e apenas mudarmos os nomes das questões que sempre levaram o ser humano a ser equivocadamente competitivo.

Linguagem













Escravidão

Equação (-)

Temos que conceituar indivíduo, grupo, sociedade, economia, poder, políticas, para só assim podermos praticar amor e solidariedade. Não é possível mudarmos hábitos de vida profundamente arraigados com a mesma linguagem com a qual mantivemos até agora nos últimos séculos as verdades que nos serviram. Sim, pois a linguagem é o reflexo do pensamento e está construída em nossos neurônios mantendo os preceitos do modo de vida chamado de economia da guerra.A mitologia clássica demonstra isso com muita clareza. Os mitos modernos corroboram, veja o filme Koaniquatsi e Povakquatsi, que mostra claramente a escravidão desde os primórdios da vida na terra. O deus da guerra Marte só começa a ser cultuado em Roma, na Grécia era considerado um deus menor, sem expressão(falta descrever a ausência de ritualística e de igrejas)Guerra e escravidão sempre foram parceiras. A escravidão a formas de vida perversas que permitem que poucos tenham conforto e a maioria viva de forma desrespeitosa para consigo próprio. A soma da guerra mais escravidão resulta no medo. É o terror que mantém a consciência da maioria cativa e adormecida.

Saída

A maioria que é a base da pirâmide social vista como vítima e como algoz assim, devendo permanecer à margem, para que tudo fique como está. A questão é que a maioria que é o nosso sujeito, passa a acredita que é de fato vítima. Este é o nosso trabalho como educador mostrar novos valores que esclareçam os conteúdos internos de cada um para sair desta situação. Mas o inimigo esta plantado na psique com muita força, pois não há valores históricos na economia de guerra conhecidos como saídas. Precisamos nos valer do exemplo de indivíduos que mudaram o curso da história com o exemplo de sua vida pessoal.

Tempo

A questão do tempo na economia de guerra é um grande carrasco que está intimamente ligado a dinheiro, pois tempo é dinheiro. A educação tradicional é para quem tem o direito de recebê-la por poder pagá-la. Diviniza o acumulo, quanto mais informações mais conhecimento, chamamos a isso de cultura. Informação é poder, traz muitas vezes a possibilidade de manipulação que resulta em poder. Tanto é que o termo poder é visto como uma perversão e não como um benefício. Muitos querem ter poder, mas vinculam poder a ser de alguma forma mau, porém respeitado.

Informação

Formação


Missão

A força destas virtudes se perde impedindo a solidariedade de respirar. Temos aqui a necessidade de refletir sobre informação e formação. A diferença é que formação respeita o individuo como um universo de informações pessoais que podem ser descobertas através da consciência do si mesmo e aí sim, o individuo reconhece a que veio e dá o seu verdadeiro legado a seu grupo. Informação pode servir para reduzir ao todo igual e inexpressivo. A mídia faz isso criando informações que servem a finalidades específicas mantendo o padrão da sociedade competitiva e as classes sociais exatamente como e onde estão.

Talento

O individuo só é solidário se tiver consciência de seus talentos, se souber qual é o seu real valor. Aqui encontramos o poder da desvalorização ou a ausência de poder do ser humano que não estiver inserido no sistema sócio econômico e conseqüentemente político. A educação costuma estar a serviço da manutenção desta forma de construção social.

Prosperidade

O critério tempo é dinheiro não atura transformação social, pois traz como fim o fim, o tempo todo há o medo e isto é o instinto de sobrevivência, que é de vida ou morte. Não recicla: morre. Não respeita o talento traz a obrigação. A obrigação de se defender do outro, é um versus o outro, não é próspero é de guerra leva a morte. É só ler através da simbologia, após uma guerra, tudo está destruído. Esta equação exige que um se defenda do outro: é estéril. Observe os símbolos, é a mandala no sentido contrário, tão bem representada por Hitler que girou a suástica na polaridade negativa. Independente do que se ensina vem o como se ensina, pois esta é a diferença. No nosso grupo temos como ponto de partida ouvir e compartilhar, para aprender e ensinar.

Reciclagem

Como educadores temos a possibilidade de ajudar os educandos a tomarem consciência de si mesmo, enquanto também reciclamos a nós próprios. Isto gera um outro tipo de poder, que é o da renovação. Este tipo de poder não leva a morte e sim a prosperidade.

Quantificação

Prestarmos muita atenção na sutileza: respondamos com consciência quanto de economia de guerra temos em nós próprios e quanto de economia de paz já construímos. As sementes do novo virão desta reciclagem.

 
 
Maria Luiza Giannini